Cenário: campeonato de xadrez.
Personagens: dois tiozinhos felizes. O Tio 2 era muito mais feliz, porque ficava falando cheio das expressões em inglês, espanhol e alemão.
Tio 1: *oferece chimarrão pro outro*
Tio 2: -Não, não, obrigada... Eu tou jogando xadrez e tomar Mate não é bom.
Tio 1: *sem reação*
Tio 2: -Hein?! Tomar mate não é bom! *faz movimentos com peças de xadrez imaginárias* Mate! Mate!!! Tio 1: *ainda sem reação, começa a conversar com outro tio*
A hostória é a seguinte: eu tinha uma revista em disquete... Com um jogo supimpa! E ele tava instalado no pêcê.
Então, minha irmã ganhou um pêcê mais phoda, e eu disse pra ela botar o joguinho no pêcê phoda dela. Dei o disquete.
E então, o disquete... Foi levado pra uma outra dimensão durante uma crise de sonambulismo de my hermana.
E nunca mais voltou. :(
Foi triste.
Foi como saber, aos 3 anos de idade, que Papai Noel não existe.
Até que hoje.... Resolvi procurar pesse belo joguinho.
E não é que no primeiro link ele já apareceu?
Ahhh, que sensação maravilhosa!
Aqueles gráficos precários, aqueles barulhinhos beebop sem placa de som...
Meus pais haviam ido visitar uns parentes no interior, e eu fiquei sozinha em casa. Não haveriam problemas, afinal eu já tinha 14 anos...
Bem, não era totalmente só que estava, meu cãozinho Rubby me fazia companhia.
Nosso passatempo favorito era o rádio. Bendita invenção aquela! Ouvíamos todos os programas, sabíamos todas as notícias.
Naquela noite caiu um temporal. Estava com medo e com frio... Ligamos o rádio e sintonizamos o noticiário das 11h. Foi então que ouvimos: "Atenção, atenção... Notícia urgente: um louco muito perigoso fugiu do manicômio. Tranquem suas casas, todas as janeslas, fechem a chaminé... Seu nome é Stewee Bruff. Este louco é capaz de matar por simples diversão, da última vez que foi visto encaminhava-se ao"... clic, desliguei o rádio apavorada! Mais do que depressa, fechei as janelas, portas, porão, tudo o que poderia permitir a entrada de qualquer coisa. Também apaguei as luzes para dar a impressão de não ter ninguém em casa.
Foi então que o medo aumentou... não gosto nem um pouco de lugares fechados ou escuros...
Só haveria uma maneira de ficar mais calma: conversar com alguém. Rubby é um cachorro esperto, ele me entenderia:
-Rubby, você está acordado?
-Au!
-Você também está com medo?
-Rouf...
-Se eu me acalmar, você também se acalma?
-Au!
-Eu só preciso saber se você está aí. Sempre que eu pôr a mão embaixo da cama, você lambe, tá bom?
-Au!
Deixei passar alguns segundos e então fiz o teste colocando a mão embaixo da cama:
Assim eu fiquei com menos medo... Estava quase dormindo quando ouvi uns pequenos barulhos:
[pim, pim, pim, pim...]
Tive medo e coloquei a mão debaixo da cama. Novamente, Rubby, com sua saliva quente me acalmou.
Mas o barulho não parava.. [pim, pim, pim...]
-Rubby, você está ouvindo isso?
-[shlept]
-Deve ser só minha imaginação...
Depois de um tempo eu percebi que não era só imaginação, era REAL...
-Rubby, lambe a minha mão!
-[shlept]
-Você acha que isso pode ser a chuva?
-[shlept]
-Não... deve ser a torneira do banheiro pingando... Vou até o banheiro fechar esse pinga-pinga.
Andei sem acender as luzes e cheguei com dificuldade ao banheiro. Toquei na torneira e não senti nenhuma gota de água. Virei a chave do interruptor e... AAARGH!
Era o Rubby, degolado e pendurado no chuveiro com seu sangue pingando e fazendo [pim, pim, pim...].
Senti uma atração muito forte em olhar para o espelho. Fiz isso numa grande velocidade e vi escrito nesse mesmo espelho, com o sangue do meu fiel Rubby:
"OS LOUCOS TAMBÉM LAMBEM"
E foi isso que aconteceu.
Bem, quanto ao medo eu não sei: desde o dia 13 de outubro de 1953, o dia em que morri, não sinto muito medo não...
Devdo a birolhice dos servidores não aceitarem imagens com mais de 700KB, coloquei as imagens em GIF-toscão no bloguinho... Mas se alguém quiser em JPG-bunitão é só pedir que eu mando por e-mail!